Que Cem Flores Desabrochem
Março 20, 2008
Não temos qualquer estima pelo assassino de massas. Mas um dos amigos originais que temos juntado decidiu oferecer-nos o icónico Livro Vermelho de Mao Tsetung pelo Natal.
Duas passagens escolhidas do Livro são tudo o mais que temos a dizer a respeito do assunto educativo local, bastante aquém do que Mao vislumbrou em 1957.

A política de “Que cem flores desabrochem” e “Que cem escolas rivalizem” é a política para estimular o progresso da arte e da ciência e o florescimento da cultura socialista no nosso país. Na arte, podem desenvolver-se distintas formas e estilos; na ciência, diferentes escolas podem rivalizar livremente. Julgamos que a imposição, por medidas administrativas, de um só estilo e de uma só escola, e a proibição de outros estilos ou escolas, dificultam o progresso da arte e da ciência. O problema do correcto e do errado na arte e na ciência deve resolver-se pela livre discussão nos meios artísticos e científicos e durante a prática da arte e da ciência. Esse problema não deve ser resolvido por métodos simplistas.
in “Sobre a Justa Solução das Contradições no Seio do Povo”
(27 de fevereiro de 1957).
Tropas sem cultura são tropas ignorantes e tropas assim não podem vencer o inimigo.
in “Frente Única no Trabalho Cultural”
(30 de Outubro de 1944, Obras Escolhidas, Tomo III).
Reproduções de duas serigrafias da série “Mao”, de Andy Warhol.
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E aquelas imagens dos estudantes a destruir em plena rua, o recheio de museus? Serão apenas mais um produto de Hollywood?