Como diz o lisboeta, temos uma escultura de Rui Chafes no jardim. Descemos a Rua do Salitre, que já foi uma rua de teatro, para ir vê-la, à frente do número 224 da Avenida da Liberdade. Partilhamos com o escultor, para além de alguma leitura romântica e matérias de gosto, a percepção de que “Portugal é um país oitocentista”. Não podemos, infelizmente, partilhar com ele a capacidade de emigrar profissionalmente.

 

 

O dia de hoje trouxe uma luz do sul demasiado cortante para permitir à nossa máquina digital de campismo um ponto de vista mais fundo. Fica o cromo ofuscado. “O sol é o esplendor da vulgaridade” - Pascoaes.

O objecto responde às árvores e ignora o trânsito horizontal. À ida, tínhamos visto o pombo-das-rochas com a saudade instintiva das rochas. Vimos uma referência ao descobridor da América que ninguém vê. E uma porta fechada, em Santa Marta. No regresso, fomos seguindo as portas do Salitre, uma rua que tem uma relação estranhíssima com o sol, com o tempo, e com a passagem das gentes.

 

 

Picasso definiu o que é o estilo:
Sempre que o artista tenta desenhar um círculo perfeito, tudo o que sai errado é o seu estilo.

 

 

3 Respostas para “Estilo (caminhada matinal)”

  1. violeta13 disse:

    é bestial, ver pelos olhos de “outros”, aquilo que nós nem sequer imaginaríamos pensar ver. :)

  2. violeta13 disse:

    escrevo isto que ficou acima publicado e sai-me esta mensagem: “Foi detectado um comentário duplicado; parece que já disse isso!”. mesmo que assim seja, é mesmo isto, e só isto, que me apetece dizer. a ver, ó wordpress, se também já disse isto! engraçadinhos…

  3. dramapessoal disse:

    Uma das coisas mais interessantes em WordPress são as (raras) mensagens de erro. Têm tudo a ver com a leveza que se vê no grupinho da página de apresentação da companhia, que temos ligada em “Perfil & Contactos”. E gostam do ar livre.

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