Um Nocturno (Juan Luis Panero)
Maio 9, 2008
Às Vezes, Muito Raramente
Quando pouco na vida nos consola
do tempo, esse verdugo indiferente,
às vezes, muito raramente, na monotonia da noite,
entre repetidos sonhos, surge uma imagem
que reflecte o desejo que ali deixámos
e um rosto - a sua remota aparência - reconstrói
um intenso instantâneo da felicidade.
Quando tão misterioso privilégio nos chega,
despertarmos depois é viver o inferno:
não aquele jogo de chamas e demónios,
mas antes o demónio da luz de novo,
o fogo do primeiro cigarro.
Maio 9, 2008 às 11:48 pm
delicadamente, a “fuguês” da plenitude.
Maio 9, 2008 às 11:51 pm
errata: onde se lê “fuguês” deveria ler-se “fuguez”
Maio 10, 2008 às 2:07 pm
Bom, “fuguez” é muito interessante. “Fugacidade” é cordato e literato. Há quem procure na língua, e há quem faça aquilo de que precisa.