Porquê, o clichê?

Junho 22, 2008

 

- Na rádio. Canal todo virado para as pessoas. Entrevistadora bem disposta.
- Estou a ver.
- Diz que as séries portuguesas de ficção têm um problema.
- Bem disposta.

 

 

- E que, agora que temos cabo, quase toda a gente tem cabo, não é?, temos tantas séries estrangeiras!
- Não lhe falta nada. Tirando a memória.
- Mas alegre.
- O problema é a alegria.

- Pergunta ela aos que filmam. Porque é que são tão paradas as «nossas». Os planos são tão parados.
- As entrevistadoras…
- Vemos que, sei lá… diz ela, nas outras tudo mexe. Sei lá. Como num clip de música. Porquê?
- Outra vez essa música. Outra vez esse clichê.
- E insiste com alegria. Tudo mexe!
- Soa bem: porquê, o clichê?
- Porque é que aqui não mexe, como nas séries dos outros?
- Este vinho é bom para se falar de cultura popular… Espera. Jane Austen mexe?

 

2 Respostas para “Porquê, o clichê?”

  1. violeta13 disse

    deixa-me adivinhar…
    casal garcia!
    um vinho com muito, muito movimento – até ficas com dor de cabeça!

  2. dramapessoal disse

    Muito mais simples. Um vinho com o primeiro nome de quem vende, e segundo nome de quem fez.

Deixe uma Resposta