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Fernando Villas-Boas.
Tradutor e autor.

Fez a vontade a amigos e volta a público.
Não tem nada contra os seus preconceitos.

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Todos os envios serão tratados na medida da sua boa vontade comunicativa.
Se for oportuno, o blogue poderá publicar comentários recebidos via e-mail, sempre com o acordo de quem comentou, que será alvo de consulta.

Obrigado.

 

 

A imagem do cabeçalho de Drama Pessoal é um fotograma do filme Ed Wood, de Tim Burton, propriedade de Touchstone Pictures. Foi tingida de verde-água para manter a coerência do tema desenhado por Phu Ly.

Drama Pessoal agradece à Mozilla Foundation e à sua comunidade a produção e divulgação de soluções de Software em Código Aberto/Open Source, para uma Internet mais aberta e democrática. E agradece pela sua ferramenta de serviço, o browser/navegador Firefox.

 

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O browser Opera também merece o nosso grande apreço.

My Opera, free blog and photo sharing community

 

Drama Pessoal está também grato à plataforma WordPress e aos seus criadores, pelo seu serviço amigo do utilizador, pelo cuidado estético e funcional do seu produto, e pelo extraordinário aumento de espaço gratuito que proporcionou a este blogue.

(É de ter em conta, na consulta do site da comunidade WordPress, que a qualidade da produção em língua portuguesa é muito inferior à da comunidade em língua inglesa; por isso aconselhamos a página-mãe).

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O blogue Drama Pessoal quer deixar aqui a sua nota de protesto contra as empresas Hewlett-Packard/HP e Microsoft pela solução conjunta de instalação do sistema operativo Vista Home Premium OEM na nossa máquina de serviço, sistema que cremos ter atingido um estado óptimo de funcionamento depois do pacote de actualização SP2, mas que, tal como foi oficialmente divulgado pelo segundo parceiro, só terá apoio de actualização técnica e de segurança até Abril de 2012 (por contraste com o sistema Windows XP, com apoio prolongado até 2014). Isto é, consideramos que nos foi fornecida uma ferramenta de software com uma esperança de vida manifestamente inferior à do próprio equipamento que acompanha e deveria servir, ou seja, de apenas 4 anos e meio (de Setembro de 2007 a Abril de 2012). Muitos consumidores que adquiriram o Vista HP no primeiro semestre de 2009 beneficiarão de um tempo de vida útil do seu sistema de menos de 3 anos, quando tantas dessas máquinas e sistemas poderiam durar mais, sem despesa acrescida, satisfazendo plenamente as suas necessidades. Note-se que a grande massa dos utilizadores Windows continua a usar o sistema anterior, o XP, em relação ao qual, do ponto de vista da publicidade enganosa da Microsoft e dos seus parceiros, o Vista era uma aposta de mais longo prazo (entre outras). Não iremos «modernizar» o nosso sistema para o Windows 7 por obrigação, mudança em que não vemos absolutamente nenhuma vantagem funcional, nem participaremos na celebração desta taxa adicional de mais de US$100 imposta a muitos milhões de consumidores. Linux, montagem por encomenda e código aberto/open source são para nós termos orientadores para o futuro próximo.

 

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O sistema operativo Linux Mint é provavelmente o que proporciona a transição mais fácil e cómoda do ambiente Windows para Linux. Pode ser explorado e usado desde um nível superficial, quotidiano, em que se revela «bonito e prático», até ao nível mais experimental; para ambos os tipos de uso, proporciona variadíssimas ferramentas arrumadas por áreas de acção. As fundamentais, de processamento de dados, correio, navegação, cópia de segurança e multimédia são instaladas de raiz no Linux Mint. Ao contrário do que se passa em ambiente Windows, dependente de uma multidão de fornecedores terceiros e sua multidão de preços, incompatibilidades e caducidades (apesar das ofertas «freeware»… de ferramentas que poderiam vir de origem), ou em ambiente Apple, em que um agente monopolista controla totalmente a oferta de ferramentas e respectivos preços, todas as necessidades de um utilizador Linux corrente podem ser satisfeitas com programas gratuitos e compatíveis entre si.

 

Ao contrário do que acontece nos ambientes controlados pela Microsoft ou Apple, em que o software é «empurrado para diante» para servir e despertar a oferta de novo equipamento, e muitas modificações interessantes para utilizadores de ponta são impostas aos utilizadores quotidianos e às suas máquinas, forçando a sua desactualização rápida e em larga medida artificial, o sistema Linux foi sempre moldado para cobrir o máximo espectro de capacidades de equipamento, pelo que computadores supostamente «desactualizados» poderão sempre processar a ritmo eficaz para as necessidades da esmagadora maioria dos utilizadores, seja para o processamento de dados, a navegação na Internet, a comunicação, ou o usufruto de conteúdos multimédia.

 

O sistema Linux é sempre o mais leve em qualquer máquina.

 

O sistema Linux é o mais seguro de todos os disponíveis no mercado, com a vantagem de que não evolui em ambiente de «mercado». É fruto de uma comunidade de cientistas, técnicos e de utilizadores. É o directo herdeiro do espírito que criou a Internet. Colabora quem quer ou pode. Os utilizadores comuns colaboram pelo simples uso dos produtos, ou divulgando e buscando soluções nos fóruns de informação, ou fazendo donativos inteiramente voluntários para o projecto da sua escolha. Também há produtos de oferta comercial para Linux.

 

O sistema Linux não é parte de uma comunidade de «nudistas da informática», com qualquer conteúdo ideológico preconcebido. Qualquer oportunista é bem-vindo. Pode usar-se e abusar-se do material criado por quem sabe.

 

Note-se que é muito fácil experimentar o sistema Linux Mint (bem como outras variedades ou «distribuições» importantes Linux) sem ter de instalá-lo no computador. Basta obter uma imagem gravável do sistema (ou «ISO», por download/transferência directa, por partilha P2P, ou envio postal pago, conforme sugerido nas páginas dos produtos) e transferi-la para um disco, com uma das muitas ferramentas disponíveis para o efeito (a Microsoft incluiu, finalmente, essa ferramenta básica no W7, bem como no Vista, retroactivamente, através de actualização automática: tal como poderia ter feito para todas as «inovações» do W7, pelo menos de acordo com um prazo de vida razoável do Vista, e não no espírito de fraude contratual que determinou a «eutanásia» desse sistema para 2012, apenas 3 anos depois de ter começado a funcionar com qualidade, como nós aqui atestamos).

 

Ao ser lido, o disco activa o sistema em estado «vivo», ou seja, perfeitamente funcional, ainda que não susceptível de gravar qualquer alteração, ou personalização – apenas para manipulação livre, em directo e em bruto. Note-se que, depois de verdadeiramente instalado, o Linux Mint correrá ainda mais ligeiro do que no formato de «disco vivo».

 

O sistema Linux Mint pode ser instalado paralelamente a outro, no que os técnicos chamam «dual boot»/duplo arranque. À entrada da sessão, o utilizador escolhe que sistema quer usar, tal como quando se escolhe entre diferentes utilizadores do computador. Há muita literatura na Net sobre isto.

 

O sistema Linux Mint pode também ser experimentado dentro do «aquário» de uma máquina virtual, ou seja, um programa capaz de simular a existência de um disco alternativo onde se pode instalar o sistema, com a vantagem de que todos os erros e loucuras de um utilizador novato poderão ser revertidos e nunca afectarão a máquina real. O programa Virtualbox (Sun Microsystems) atingiu um alto grau de solidez e funcionalidade, e pode ser usado sem risco. É gratuito para uso não-comercial. Há muitas páginas na Net de aconselhamento em relação ao seu uso, para ensaio de qualquer sistema dentro dos sistemas de uso corrente, e também as há em particular para o Linux Mint.

 

As páginas dos blogues faça-você-mesmo têm tendência para desactualizar rapidamente, no caso de programas em pleno crescimento como o Virtualbox, mas é sempre possível compensar as lacunas nos passos descritos, seguindo pelo novo menu as alterações, geralmente pequenos acrescentos de rigor e novas alternativas. (Nos motores de busca, as páginas mais frequentadas em números brutos, as mais usadas ao longo do tempo, têm prioridade sobre as mais recentes e completas). Instala-se, portanto, o Linux Mint dentro da janela Virtualbox como se fosse num computador real. No menu do programa-hóspede Virtualbox, para o caso do Linux Mint, é preciso identificar o sistema genérico como sendo «Linux», e depois «Ubuntu» no tipo específico, já que o Mint é baseado nessa versão mais popular dentre todas as do sistema Linux e ainda não há, no menu Virtualbox, à data, uma entrada específica para o Mint. (Certos manuais da Net aconselham a escolher a entrada «desconhecido/unknown» para o Mint no Virtualbox, o que não resultou no nosso teste, com a versão mais recente do programa, em ambiente Windows Vista: surgiu uma mensagem de erro de impossibilidade de criação do disco virtual). Depois de identificado o sistema a instalar, e escolhidos os parâmetros de funcionamento da máquina virtual (limites de memória RAM e memória gráfica aconselhados, etc, dados básicos que se acham em qualquer das páginas de instrução online), procede-se à instalação com os mesmos passos de uma instalação real, a partir do disco Linux Mint (ou directamente a partir do ficheiro ISO, para os que quiserem seguir os manuais da Net neste ponto, aliás bastante simples).

 

[Para esses mais ágeis, será de ter em conta na versão presente de Virtualbox, 3.0.10.54097: No caso da instalação do Linux Mint em Virtualbox directamente a partir da imagem ISO em vez do disco, no nosso caso, em Windows Vista, a instrução de «desmontagem» da imagem ISO para concluir a instalação e libertá-la da imagem original não funcionou. Bastou então para isso apagar a imagem ISO da localização activa e reiniciar o Mint. Após um ou dois ecrãs incoerentes, sem qualquer acção da nossa parte, o sistema arrancou limpo: tudo activo, «da caixa para fora», inclusive a ligação à internet, o navegador Mozilla Firefox, o programa de correio Mozilla Thunderbird, etc.]