Ninguém

 

 

Nunca fui camarada de alguém por assumir por acaso a mesma tarefa que eu, nunca fui colega de ninguém por estar sentado no mesmo banco de escola que eu.

De igual modo não amo toda a humanidade; apenas alguns indivíduos isolados.

Não me sinto solidário de ninguém por pertencer por acaso à mesma nação, ao mesmo grupo social, à mesma raça e à mesma família que eu. É qualquer coisa que só a mim diz respeito saber com quem desejo sentir afinidades; não conheço nesse aspecto qualquer obrigação de nascença. Tenho concidadãos em todas as nações, camaradas em todos os grupos sociais e irmãos que não têm nenhuma ideia de que eu existo.

Arthur Schnitzler

 

 

in Relações e Solidão – aforismos,
trad. Manuel Alberto (c/revisão dramapessoal)
Relógio d’Água Editores.
À venda na Feira do Livro de Lisboa do ano passado por 5 eur. (promoção)

 

 

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