Porquê, o clichê?

 

– Na rádio. Canal todo virado para as pessoas. Entrevistadora bem disposta.
– Estou a ver.
– Diz que as séries portuguesas de ficção têm um problema.
– Bem disposta.

 

 

– E que, agora que temos cabo, quase toda a gente tem cabo, não é?, temos tantas séries estrangeiras!
– Não lhe falta nada. Tirando a memória.
– Mas alegre.
– O problema é a alegria.

– Pergunta ela aos que filmam. Porque é que são tão paradas as «nossas». Os planos são tão parados.
– As entrevistadoras…
– Vemos que, sei lá… diz ela, nas outras tudo mexe. Sei lá. Como num clip de música. Porquê?
– Outra vez essa música. Outra vez esse clichê.
– E insiste com alegria. Tudo mexe!
– Soa bem: porquê, o clichê?
– Porque é que aqui não mexe, como nas séries dos outros?
– Este vinho é bom para se falar de cultura popular… Espera. Jane Austen mexe?

 

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2 thoughts on “Porquê, o clichê?

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