O Xerife (Cristovam Pavia)

 

 

 

Trouxeram um esquife
E meteram-no dentro
Com ordem do xerife
P’ra bom isolamento.

Antes ali xerife
Do que em cidades foscas
No género de Lisboa:
Pasmo, calor e moscas.

 

 

 

———————-

 

poema de Cristovam Pavia

Imagens do livro: Massage – Its Principles And Practice, de James B. Mennell,
P. Blakiston’s Son & Co, 1920.

 

[Temos tido realmente muito pouco tempo.]

 

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4 thoughts on “O Xerife (Cristovam Pavia)

  1. (18) Também eu aborreci todo o meu trabalho, em que trabalhei debaixo do sol, visto como eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim. (19) E quem sabe se será sábio ou tolo? contudo, ele se assenhoreará de todo o meu trabalho em que trabalhei, e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade.
    Eclesiastes, 2. (trad. João Ferreira de Almeida, 1628-1691)

  2. Fez quarenta anos, dia 13 de Outubro, que Cristovam Pavia morreu em Belém, na fronteira da cidade fosca, “sob o rodado de um comboio”, diz um livro. “Ó Portugal minha pátria de meia-tigela/ – Aqui para nós, passa-se tão bem sem ela!”, disse ele

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