A Farmácia Albano

 

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Os donos da Farmácia Albano não quiseram arrancar os móveis seculares, mais os tectos e os candeeiros, que a empresa renovadora e respectivo arquitecto queriam destinar ao contentor. Não forraram o pequeno estabelecimento a espelhos e contra-espelhos, lâminas de luz e azulejos com enfeites nacarados, e efeitos de cor, como as manchas de óleo na água. Ou com cenografia técnica repetível e desmontável. Tudo é desmontável, enfim, mas agora a Farmácia Albano não é igual a mais duas pastelarias da zona, também esventradas da sua memória, como dos seus melhores hábitos, ou a uma farmácia num desses lugares mal acabados que ainda não existem, e, tudo indica, nunca chegarão a existir.
Na foto, aro de ferro para apoio de toldo sobre placa de parede em mármore. Rua da Escola Politécnica, Lisboa. Note-se a luz branca deste Dezembro do Norte.

 

foto dramapessoal

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