Fecho

 

Do maestro Daniel Barenboim herdamos um leitmotiv artístico vigoroso (a propósito de Beethoven):

Não basta haver um crescendo. Não basta fazer-se o crescendo. É preciso querer-se o crescendo.

 

barenboim

 

O luto por Pinter trouxe a algumas salas de estar o problema da relação das artes com a política pública (passe a redundância), a que, parece-nos, alguns têm respondido melhor, digamos com arte, ao longo dos anos.

O maestro Barenboim é cidadão israelita e palestiniano, e mantém no seu blogue uma reflexão sobre o conflito entre os seus dois povos, do ponto de vista da sua terceira cidadania, a artística. Escreve, acima de tudo, sobre essa cidadania, e sobre a urgência que raramente lhe é atribuída.

Vale a pena ler o que escreveu sobre a morte de Arafat; sobre o seu duplo estatuto de cidadão; sobre o cancelamento da temporada de Idomeneo, em Berlim, após ameaças; sobre Wagner e a ideologia, ou sobre o futuro da ópera em Berlim, e sobre a relação entre o financiamento e a produção artística de grande escala, em particular, assunto a respeito do qual, em Portugal, quem tem falado mais alto tem sido um presidente de câmara com feitio de contabilista e sintaxe de proprietário.

 

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