Polaróide

 

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Faz um ano que a empresa Polaroid anunciou a «descontinuação» das suas películas instantâneas, mais tarde ou mais cedo, progressivamente, «de acordo com a procura», num último gesto de chantagem emocional-comercial. Por esta altura, os últimos pacotes de películas produzidos em 2008 começaram a caducar (ver tabela oficial), e irão caducando até ao fim do Verão deste ano.

O filme que fundiu o instante e a sua fixação sem a cerimónia fotográfica – graças a uma transição química que estranhamente beneficiava com o calor do corpo – não é fácil de imitar com os novos meios que banalizaram o imediato e parecem ter arrefecido a relação com ele. A paleta saturada, incendiada ou submersa, conforme o clima do lugar, foi comparada por alguns às cores da própria memória. O filme era dramático por excelência, favorecia a cena, não o pormenor. Foge, que já te apanho. Não fujas, que só tenho dez imagens para gastar.

 

(A polaróide em cima não é autêntica. Falsificação digital & foto dramapessoal).

 

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