Olhos no céu, olhos no chão

 

embaixo

 

A Vénus das pastagens pedregosas foi ao encontro do tótem de betão. Mais uma vez, 1959 proporcionou bonitas imagens e encantadoras comparações. Na ocasião, Blaise Pascal soa óbvio e pedagógico, para além de pouco amigo de Portugal: L’esprit croit naturellement, et la volonté aime naturellement; de sorte que, faute de vrais objects, il faut qu’ils s’attachent aux faux. Ainda assim, o rapaz prefere buscar chão seguro antes de acolher a luz da fé, sob a forma do disco solar observado através do filtro da condensação atmosférica, até ao ponto de verificar-se o traumatismo da retina na área de mais prolongada exposição à radiação excessiva, por sua vez sentido como mancha visual neutra, em aparente movimento, ao ritmo da rotação ocular.

 

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