Eu sou a minha mãe

 

Uma das fraquezas da ficção dramática popular, para além do maniqueísmo católico que racha a sua colecção de tipos básicos em dois grupos, os justos e os perversos (há um terceiro grupo, o dos figurantes, parte dos quais falam), é a falta de um elemento de escrita que no teatro romântico dava pelo nome de «grande deixa»: a tensão de uma cena resolvida numa fala, ou numa riposta a uma fala.

 

Prusik-Parkin

 

O novaiorquino Thomas Prusik-Parkin foi recentemente forçado a levar à cena da sua própria vida este recurso estilístico, e fê-lo com eficácia. Foi acusado de falsificação de documentos, fraude, uso de falsa identidade, e etc, depois de ter usado peruca, vestido, maquilhagem e óculos escuros para se fazer passar pela própria mãe, falecida em 2003, e poder receber, em nome dela, cerca de 115 mil dólares em benefícios sociais e subsídios de renda.

Quando foi preso, declarou às autoridades: «Segurei a minha mãe nos meus braços enquanto morria, e respirei o seu último suspiro. Portanto, eu sou a minha mãe».

 

via BBC NEWS

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s