Um miúdo

 

 

Fecharam mais de duzentas escolas no interior norte, por terem poucos alunos, nos anos mais recentes. Agora vão fechar mais. Cerca de mil, até 2011.
Mas esta «reforma» inconstitucional e genericamente anti-democrática não é apenas mais uma vitória da lógica grossista e de menoridade média no nosso ensino. É mais um episódio da desertificação e da desigualdade na distribuição da riqueza e dos direitos.
Entretanto, o pretexto do saneamento económico não tem efeito em relação aos dois mil gestores de empresas municipais num país de tamanho s ou xs.

Em 1839 havia um só miúdo a aprender em Vilarinho de Samardã, concelho de Vila Real. Chamava-se Camilo Castelo Branco.

 

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2 thoughts on “Um miúdo

  1. Fechar escolas tem uma lógica claramente económica e ecológica: poupa-se no saber e limpa-se a educação! O Camilo, os “Camilos”, são manchas de óleo, petróleo literário também à espera de ser limpo… Viva Portugal!

  2. «Limpeza das Matas: Proprietários da maioria dos terrenos em Trás-os-Montes são idosos ou estão ausentes», diz notícia que alerta para os fogos florestais que lá vêm. Os economistas do imediato acham que não tem nada a ver… E como se mede a desertificação cultural?

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