Respeitinho, inho, inho

 

 

Campanha presidencial. A gente cristã escorraça um candidato à presidência da sua «festa religiosa», festa onde pode haver cueca variada, fartura e CD de baile, talvez até o telemóvel desbloqueado, mas não pode haver meia dúzia de bandeiras de uma das candidaturas menos povoadas. «Respeitinho, respeitinho, hã!?», dizem, com um ódio entredentes à festa política, longamente aprendido e já antigo. O re-candidato já tinha feito um discurso em que invocava a «falta de respeito». Em que país europeu democratizado poderia um candidato presidencial invocar o conceito da falta de respeito como coisa pertinente?

Isto não vai a lado nenhum, e drama pessoal vai tentar esquecer Portugal.

[Ao menos hoje surgiu na conversa informativa a clamorosa situação contributiva dos independentes, os dos recibos verdes, trabalhadores individuais que estão a ser taxados como se fossem empresas; proporcionalmente, mais do que as empresas, num saque que afecta tantos do teatro, gente mais cara e chegada a este blogue; «é assim que estão feitas as regras», respondem os funcionários da Segurança Social, com um gosto pela redundância burocrática que nunca acabou com o anúncio da democracia, vai para quarenta anos.]

 

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