Recomeço

O longo tempo de pausa deste blogue começa a ter efeito nesta primeira fase de arrumação. Começámos pela apresentação gráfica, mantendo a paleta e a imagem-emblema, mas tornando a coluna única mais legível, larga e limpa. A partir de agora, os textos e imagens serão por princípio originais do blogue, salvo raras excepções (este blogue continuará a não respeitar o chamado «novo acordo ortográfico»). Drama Pessoal irá muito provavelmente descartar uma parte importante do seu conteúdo anterior para recomeçar como registo da experiência de alguém que trabalha para o teatro e artes de palco – a intenção inicial, afinal. (As páginas secundárias «Editorial» e «Artigos» foram temporariamente desligadas, para reformulação; a página até agora dedicada ao escritor António da Silva Teixeira Electricidade será transformada num blogue exclusivamente dedicado ao autor – a anunciar -, mas fica por enquanto disponível, a pedido de alguns interessados; há mais textos de Electricidade para juntar ao conjunto).
Mais teatral, mais pessoal – talvez uma contradição de termos. Este regresso ao teatro faz todo o sentido, precisamente agora que tanto consta em contrário.

«Agradar é que não.»

[sem título]

 

 

Um pedido de desculpas pela demorada suspensão sem aviso. Algum trabalho criativo afastou-nos daqui. Estamos também a pensar em mudar um pouco o conteúdo deste blogue. Esperamos que a imagem escolhida para figurar a pausa seja do agrado dos visitantes. Há anos que a temos guardada, em tamanho maior, talvez para ilustrar um pequeno livro em parte dedicado ao Tempo (enfim; em certo sentido, os livros são todos dedicados ao Tempo). Parece que há uma tribo da Amazónia que não tem a palavra tempo (parece que há uma tribo na Amazónia para cada um dos nossos problemas). Não podemos dar-nos a esse luxo (outra palavra frequentemente dispensada pelas culturas, algumas bastante complexas).

 

O burro come jornais


«Os deputados governamentais acercaram-se dele, convidando-o em termos delicados a aceitar, no banquete do progresso, o lugar que a sua inteligência reclamava. Os deputados oposicionistas conjuravam-no a não levantar a mão de sobre os projectos depredadores com que a facção governamental andava cavando novas voragens ao país.»

Camilo Castelo Branco, A Queda de Um Anjo, 1866.

George Grosz
The Eclipse of the Sun, 1926
The Heckscher Museum of Art, Huntingdon, New York © Estate of George Grosz

Donna Michelle (uma vida)

 

 

«Donna Michelle (8 de Dez. de 1945, Los Angeles, Califórnia – 9 de Abril de 2004, Ukiah, Califórnia) foi o pseudónimo de Donna M. Ronne, modelo, actriz, e fotógrafa. Foi «Coelhinha do Mês» da revista Playboy em Dezembro de 1963, e depois «Coelhinha do Ano» em 1964. Os fotógrafos da sessão de 1963 foram Pompeo Posar e Edmund Leja.
Em criança, Michelle estudou ballet e dançou no New York City Ballet. Tinha dezassete anos quando foi fotografada como «Coelhinha do Mês». Aos dezoito anos tornou-se a mais jovem «Coelhinha do Ano» da história da revista, um marco que ainda lhe pertence. Foi namorada de Hugh Hefner durante algum tempo.
Na universidade, Michelle estudou Artes Teatrais, e trabalhou brevemente como actriz, até tornar-se fotógrafa e autora do artigo temático «Donna Faz Cliques» no número de Abril de 1974 da revista Playboy. Donna teve direito a um selo na série comemorativa dos 50 anos da revista, com a sua capa do número de Maio de 1964.
Donna Michelle morreu a 9 de Abril de 2004 em Ukiah, Califórnia, ao sofrer um ataque de coração num supermercado. Tinha 57 anos.»

 

Fizemos uma pequena limpeza, sim

 

 

Fizemos uma pequena limpeza, sim. Desde o início, decidimos que, ao contrário da normal postura bloguística, nunca escolheríamos o caminho mais curto. A todos a quem molestou a queda nos estertores (e torpores) quotidianos, o nosso pedido de desculpas. A nós próprios, para começar.

«Não existe pior desperdício do espírito e do coração do que procurar convencer adversários que não se preocupam absolutamente nada em estar de acordo consigo próprios.»

Arthur Schnitzler

 

Ao fim de um ano, e após quatro meses de espera por resposta a requerimento

 

 

Exmo Senhor

A Secção de Processo Executivo de Lisboa é a entidade competente para a instauração e instrução dos processos de execução de dívidas à Segurança Social, execução esta que tem por base certidões de dívida emitidas pela entidade credora – no caso em apreço o Centro Distrital de Lisboa do Instituto de Segurança Social, I.P., ou seja, não é a Secção de Processo de Lisboa que analisa a v/ conta corrente e que se pronuncia sobre a existência ou não de valores para cobrar/ executar.
Caso pretenda formalizar nova reclamação, juntando para o efeito os argumentos de facto e de direito que julgue oportunos poderá vir a fazê-lo, registando nova reclamação, que voltará a ser remetida para o Centro Distrital de Lisboa do Instituto de Segurança Social, I.P.

 

Por limpeza, voltamos à arte

 

Por limpeza, voltamos à arte, especialmente a que a circula na internet mas não lhe pertence. Eis uma série de contra-guardas de livros, as coberturas duplas que forram as faces interiores da encadernação, e preparam ou substituem a folha de guarda, aquela mais grossa que protege a folha de rosto. Estas foram achadas no blogue Stopping Off Place, em si próprio um autêntico portal de educação pela arte e artes visuais, através da sua escolha de outros blogues, lista que vivamente aconselhamos.

Aqui bastam-nos as miniaturas. Para o tamanho maior, vide a fonte. As mãos gostam de papel. Os olhos também. A computação e o plástico oleoso são para as letras um lugar de passagem.

 







 

ver Stopping Off Place